segunda-feira, dezembro 28, 2009

Noite de Natal Com O Bom Velhinho

Lula Natal 2009 007 photo by Paulo FilhoLula Cortes e Ma Companhiaphoto by Zé da Flauta

Foi uma noite de natal especial e coisa e tal, palco da rua da moeda, som bom e muito rock and roll na “véia” e nada mais

quinta-feira, dezembro 24, 2009

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Show com Ortinho Na Praça do Arsenal

Olá Pessoal !!!

Sabado, 26/12, teremos um Show acompanhando o Artista Pernambucano e conterraneo meu de Caruaru Ortinho.
O show será acustico com 3 violões, Xandinho, Morcego e Ortinho, e um Contrabaixo tambem acustico, Sergio Eduardo, com canções dos dois ultimos cds de Ortinho e mais umas inéditas
O show acontecerá no Palco da Rua da Moeda as 23:00h

Palco da Rua da Moeda
Sabado dia 26 de Dezembro
23:00h

Vai ser um Show do Piruuuuuuu !!!

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Caravelas Cyber Café e Burburinho



Amanha 11/12/09, estaremos no Caravelas Cyber Café e depois Burburinho,
o Recife ta bombando com a Feira Musica Brasil, bora simbora,,,,

quarta-feira, dezembro 09, 2009

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Fim De Semana

QUINTA-FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2009

"FINDI"

Má Companhia

Sexta:

Caravelas Cyber Café
Rua do Bom Jesus (ao lado da Sinagoga)
A partir das 21:00h

Burburinho
Rua Tomazina
A partir de 00:00h

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Sábado
Lula Côrtes e Má Companhia

Lula Côrtes e Má Companhia, além da Banda Canivetes
Bar Uforia (antigo Tacos)

Rua Rio Azul, 363 - Setúbal

05/12 - Sábado

A partir das 22:00h




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Burb's de todos nós

Olha aí galera nesse fim de semana (05/12 - SÀBADO) vai ter Tarja Preta -BLACK LABEL YEARS é um show muito especial (e único) onde a tarja preta vai tocar com a formação clássica da época da Black label com Erik nos vocais, Ivan na guitarra, PAulo na bateria e Aranha no Baixo e Telcados. Além de participação especial de muito outros músicos. Vai ser no Burburinho às 22h e custa R$5,00 o couvert. Vai rolar muito Rush, Black Sabbath, AC/DC, Hendrix, Zeppelin, Stones, Beatles e muito mais.

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Festa da Sopa no Canal das Artes com Roger

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Festival de Vídeo do Recife



quarta-feira, novembro 25, 2009


NATAL 2009 - ESPALHE ESSA IDÉIA.

Para o Natal 2009 ( espalhe essa idéia) Que tal fazer algo diferente, este ano, no Natal?

Sim ... Natal ... daqui a pouco ele chega .

Que tal ir a uma agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas?

Há a informação de que tem pedidos inacreditáveis.

Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó....

É uma idéia.

É só pegar a carta e entregar o presente numa agência do correio até dia 20 de Dezembro.

O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.

DIVULGUE P/ SEUS AMIGOS DA SUA LISTA DE CONTATOS

quinta-feira, novembro 19, 2009

Sexta no Burburinho


Ola Pessoal !

Nesta próxima sexta, 20/11/09, estarei me apresentando no Caravelas Cyber Café como sempre.
Logo após estarei a espera de vocês no Burburinho junto aos amigos Jô Pinto e Sergio Eduardo, numa noite de Blues e Rock and Roll.
Vai ser uma noitada em "dose dupla".

Caravelas Cyber Café - 20:30h
Burburinho - 00:00h

Espero vê-los ou num ou n'outro bar, "quiçá" nos dois !

Abraços

domingo, novembro 08, 2009

O Show No Teatro Do Parque


Fizemos um show pra la de supimpa dia 06 de Novembro de 2009 no Teatro do Parque.
Ortinho e suas canções, eu e Rodrigo Morcego abrimos o show de Zeca Baleiro e nos demos bem.
Teatro lotado, som bom, camarins com amigos e a produção de Monica esposa de Ortinho que nunca deixa nada a desejar.
Mesa de som captaneada por ninguem menos que Leo Dim e o som foi alto astral
publico cantando as musicas e Ortinho extrovertido como sempre.
10 Musicas entre elas duas em parceria com Arnaldo Antunes e o Show de Ortinho foi ovacionado
esperamos agora levar esse modo de show a outras cidades.
Logo após Zeca Baleiro fez um show de primeirissima qualidade com uma banda que é muito boa é equipe de primeira.
Foi Primeira de Luxo.

Obrigado Ortinho e Rodrigo Morcego


quinta-feira, agosto 27, 2009

Christmas In The Heart


O álbum natalino que Bob Dylan lançará este ano terá sua renda doada a uma organização beneficente americana. "Christmas in the heart" ("Natal no coração") será lançado no dia 13 de ourubro, anunciou a Columbia Recrods em um comunicado nesta quarta-feira. A arrecadação com as vendas do disco nos Estados Unidos irão para a a organização Feeding America. A expectativa é que o disco ajude a alimentar 1,4 milhão de famílias neste fim de ano. A capa do disco também foi divulgada.

O músico de 68 anos afirmou ser uma "tragédia" que pessoas tenham que ir dormir com fome. Ele espera poder dar "segurança alimentar" a pessoas necessitadas. Dylan também planeja doar a renda que o álbum gerar fora dos Estados Unidos a organizações similares ao redor do mundo.

quarta-feira, agosto 05, 2009

born in time

born in time

by bob dylan

In the lonely night,
In the stardust of a pale moonlight,
I think of you in black and white
When we were made of dreams.

I walked alone through the shaky streets,
Listening to my heart beat
In the record-breaking heat
When we were born in time.

Just when I thought you were gone, you came back
Just when I was ready to receive you.
You were smooth, you were rough,
You were more than enough.
Ah babe, why did I ever leave you
Or believe you?

In the rising curve,
Where the ways of nature will test every nerve,
I took you close and got what I deserve
When we were born in time.

Just when I knew who to thank, you went blank
Just as the firelight was gleaming.
You were snow, you were rain,
You were stripes and you were plain.
Oh babe, can it be you've been scheming
Or was I dreaming?

In the hills of mystery,
In the foggy web of destiny,
You're still so deep inside of me
When we were born in time.

quarta-feira, julho 15, 2009

So No Xote



Patio de São Pedro e uma oportuna participação com a Banda de Pau e Corda no dia de São Pedro,
no aniversario do "Meu Amigo Pedro", 29/07/09
Posted by Picasa

quinta-feira, julho 09, 2009

Cirque Du Soleil

Pense num espetaculo pra ninguem botar defeito,
tive o privilégio de assistir ao Cirque Du Soleil e Domingo inda vou ter mais um. "O De Tocar Lá",
apesar das agruras da vida, vai ser otimo tocar pros artistas do Circo.
Afinal de contas num tem melhor lugar pra um Palhaço

quarta-feira, julho 01, 2009

De Volta ao Burburinho


Pessoal, estaremos voltando ao Burburinho nesse mes de Julho todas as segundas feiras em Novo Horario, às 22:00hs começamos e à 00;00hs paramos.
O mes de Julho tambem nos reserva uma grata surpresa, tocaremos para os artistas do na estreia do espetaculo ao qual teremos o prazer de assistir
Essa foi boa
Abraços e até a proima,,,

sábado, junho 20, 2009

OI FM

ola pessoal !!!


apareçam la e se puderem dixem comentarios e tem umas musicas pra escutar tambem

abraços e até a proxima

xandinho,,,

quinta-feira, junho 18, 2009

Xandinho, Paulo Rafael e Lula Cortes

Eu, meus amigos e minha guitarrinha ESP.
Estamos na expectativa pro São João e uma possível apresentação no FIG com Lula Cortes.
Quanto ao São Pedro farei uma participação mais que especial com a Banda de Pau e Corda no Pátio de São Pedro no dia do próprio 29/06/09, uma segunda - feira.
Em Julho voltaremos ao Bar 75 que fica no Pina, todas as Segundas - Feiras.

Abraços a todos



quinta-feira, junho 04, 2009

I Feel A Change Comin' On by Dylan

Well I'm lookin the world over
Looking far off into the east
And i see my baby comin'
she's walking with the village beast
I feel a change comin' on
and the last part of the day's already gone

We got so much in common
we strive for the same old ends
And I just can't wait
wait for us to become friends
I feel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone

Well life is for love
And they say that love is blind
If you wanna live easy
Baby, pack your clothes with mine
I feel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone

Well now what's the use in dreaming
You got better things to do
Dreams never did work for me anyway
Even when they did come true

You are as porous as ever
Baby you can start a fire
I must be losing my mind
You're the object of my desire
I feel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone

I'm listening to Billy Joe Shaver
And i'm reading James Joyce
Some people they tell me
I got the blood of the land in my voice

Everybody got all the money
Everybody got all the beautiful clothes
Everybody got all the flowers
I don't have one single rose
I feel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone

"Fork in the Road" by Neil Young

Got a pot belly.
It's not too big.
Gets in my way
When I'm driving my rig.
Driving this country
In a big old rig,
Things I see
Mean a lot.

My friend has a pickup.
Drives his kid to school.
Then he takes his wife
To beauty school.
Now she's doin' nails.
Gonna get a job.
Got a good teacher.

There's a fork in the road ahead.
I don't know which way I'm gonna turn.
There's a fork in the road ahead.

Forgot this year,
To salute the troops.
They're all still there
In a fucking war.
It's no good.
Whose idea was that?
I've got hope,
But you can't eat hope.
I'm not done.
Not giving up.
Not cashing in.
Too late.

There's a bailout coming but it's not for me.
It's for all those creeps watching tickers on TV.
There's a bailout coming but it's not for me.

I'm a big rock star.
My sales have tanked,
But I still got you.
Thanks!
Download this.
Sounds like shit.
Keep on bloggin' 'til the power goes out,
And your battery's dead.
Twist and Shout.
On the radio.
Those were the days.
Bring 'em back.

There's a bailout coming but it's not for you.
It's for all those creeps hiding what they do.
There's a bailout coming but it's not for you.
Bailout coming but it's not for you.

Jolene by Dylan

Jolene

Well you're coming down High Street walking in the sun
You make a dead man rise and holler she's the one
Jolene, Jolene
Baby I am the king and you're the queen

Well it's a long old highway that don't ever end
I got a Saturday Night Special, I'm back again
I'll sleep by your door, lay my life on the line
You probably don't know but I'm gonna make you mine

Jolene, Jolene
Baby I am the king and you is the queen

I keep my hands in my pocket, I'm movin' along
People think they know, but they're all wrong
You're something nice, I'm gonna bet my dice
I can't say I haven't paid the price

Jolene, Jolene
Baby I am the king and you is the queen

Well I found out the hard way, I've had my fill
You can't fight somebody with his back to a hill
Those big brown eyes, they set off a spark
If you hold me in your arms, things don't look so dark

Jolene, Jolene
Baby I am the king and you're the queen

It’s All Good by Dylan

Talk about me babe, if you must.
Throw out the dirt; pile on the dust.
I'd do the same thing if I could
You know what they say? They say it's all good.
All good.
It's all good.

Big politician telling lies;
Restaurant kitchen all full of flies.
Don't make a bit of difference; don't see why it should.
But it's alright, cause its all good.
Its all good.
Its all good.

Wives are leavin' their husbands; they're beginning to roam.
They leave the party and they never get home.
I wouldn't change it even if I could
You know what they say, man, it's all good.
It's all good.
All good.

Brick by brick, they tear you down.
A teacup of water is enough to drown.
You oughta know, if they could, they would whatever goin' down, it's all good.

All good.
Said it's all good.

People in the country, People on the land.
Some of them so sick they can hardly stand.
Everybody would move away if they could
Its hard to believe but its all good.
Yeah... [chuckles]

Well widows cry; the orphans plea.
Everywhere you look there's more misery.
Come along with me babe, I wish you would.
You know what I'm sayin', it's all good.

All good.
I said it's all good.
All good.

Cold blooded killer stomp into town
Cop car's blinkin', something bad goin' down.
Buildings are crumblin, in the neighborhood.
But there's nothing to worry about, cause it's all good.
It's all good.
I say it's all good.

Gonna cut off your ear and blow it in your face.
This time tomorrow I'll be rollin' in your place.
I wouldn't change a thing even if I could.
You know what they say?
They say it's all good.
It's all good.
It's all good.

quarta-feira, maio 27, 2009

FELIZ NATAL

Feliz Natal
por Giuliano Cedroni*

FELIZ NATAL

É assim que Caetano Veloso se mostra do alto de seus 66 anos: como se tivesse acabado de nascer – de novo. Em turnê pelo país com Zii e Zie, seu novo álbum de rock, está otimista com o Brasil de Lula, FHC, Serra, Dilma, Aécio, Ciro...

Caetano Veloso morreu. Também sinto muito... Aquele do tropicalismo, aquele dos Doces Bárbaros, do Cinema Falado, de Transa e Joia, que já não era o mesmo de Verdade Tropical nem de Qualquer Coisa... Aquele Caetano morreu. O Caetano dos ternos bem cortados, da apresentação no Oscar, da Paula Lavigne... Kaput. Talvez ainda reste um pouco do Caetano de Sampa, de Fina Estampa e Cê... Se bem que também não. O Caetano de hoje, mesmo, já não é nem o Caetano da entrevista que você tem em mãos, feita no fim de abril. O Caetano de hoje é o novo, e o novo é para poucos.

Um dos artistas mais completos em atividade no Brasil, Caetano está, segundo o próprio, entrando na “infância da velhice”. E está muito à vontade com isso. Nada de lipo, botox ou tinta no cabelo. No lugar de camisas peroladas, uma jaqueta jeans rasgada. No lugar de sapato bico fino, tênis baixo. E o baiano nunca esteve tão bonito...

Aos 66 anos, avô duas vezes, Caetano Emanuel Vianna Telles Velloso acaba de lançar seu álbum de número 42, o Zii e Zie. Musicalmente é uma continuação do anterior Cê, com a mesma jovem banda intitulada... Cê. Mas as letras deste de nada lembram as daquele. Se em Cê ele registrava sua separação de Paula Lavigne, mãe de dois filhos seus, agora ele canta Guantánamo, Leblon, Lapa, Lula, FHC, canta também outras mulheres e sobretudo o acerto do rock. Em todos os sentidos.

Caetano recebeu PODER num estúdio de som onde ensaiava para a turnê que tinha sua estreia marcada pra dali uma semana. Rodeado por garotos – sua banda é formada por três jovens músicos, dentre eles o brilhante guitarrista Pedro Sá –, o tropicalista consegue a difícil façanha de transitar entre a juventude sem parecer ridículo. Ao contrário, Caetano tem no olhar o brilho de um menino faminto por novas aventuras, com a diferença de que agora é senhor de seu próprio destino. Falou com pressa, afinal precisava ensaiar, e nesse momento de sua vida nada é mais importante que sua música. Críticas, mídia, flashes, nada disso é relevante. Isso sim é poder. E para lhe adocicar a boca entre uma resposta e outra, a mesma Coca-Cola de sempre.

Veloso falou de Cê & FHC, de Lula & Obama, de Veja & Daslu, de Mangabeira & Gabeira e de como ele próprio “não seria ninguém sem o samba”. Ouvindo-o, me dei conta de que seu maior poder é o de se reinventar. Poderia fazer como a maioria e criar mais do mesmo, nadando nas águas tranquilas de quem domina um único estilo, um único discurso. Todos os seus colegas fazem isso, até mesmo seu mestre João Gilberto. Mas não. A cada novo movimento artístico lançado, Caetano se arrisca e chega junto. Foi assim com o rock dos anos 80, com o mangue, o rap, o funk carioca. Sem mencionar o baião, o forró, o folk, o axé, o sertanejo, o jazz, o coco.

Não tem jeito, Caetano não censura nem tem censura. Sofre da total falta de preconceitos, o que talvez explique o talento de se repensar de forma verdadeira e periódica. Poucos músicos de destaque no mundo conseguem tal proeza. Podemos contar nos dedos: Dylan, Madonna, David Bowie, Byrne. Talvez Bono, quando não está tentando salvar o mundo. No Brasil só mesmo Tom Zé. Zii e Zie vem para provar isso – mais uma vez. E prova também que o garoto de Santo Amaro da Purificação chegou num altar no qual não se trata tanto do resultado e sim do processo. His journey is the destination. Enquanto o camaleão estiver interessado em novos olhares, novos cortes de cabelo, novas gírias... estaremos salvos. Caetano é o satélite avançado que filtra o melhor do novo e nos devolve em ondas clássicas. É o surfista prateado do Brasil. Em um aforismo irresponsável, é o próprio Brasil.

“Acho melhor ser do que não ser.” A frase, que talvez resuma a si próprio, foi dita num jardim de bambus no Japão, quando Caetano excursionava com o álbum A Foreign Sound. A cena foi incluída no corte final de Coração Vagabundo, documentário de Fernando Grostein Andrade que segue o baiano por shows em São Paulo, Nova York, Tóquio e Osaka. Com estreia marcada para julho deste ano, o filme traz um retrato inédito do artista em um momento de profunda transição que, de certa forma, culminou em Zii e Zie. “Eu sou do sol, quero ser lúcido e feliz”, declara. E é assim que ele se mostrou na entrevista a seguir, lúcido e feliz.

PODER: No seu novo álbum, tem-se a impressão de que o som é mais calmo, mas, ao mesmo tempo, as letras são mais amplas e fortes que em Cê. É isso mesmo?
CAETANO: Não sei se as letras são mais fortes, mas seguramente são mais amplas. Cê é muito restrito, quase que um tema só. É uma letra, né? C...

PODER: Você já tocou com bandas grandes e músicos consagrados. Agora está com três garotos. Como tem sido a experiência?
C: Muito boa. Eles são muito, muito bons e nosso diálogo é muito claro. O gosto musical, a decisão a respeito de arranjos, a escolha de canções – qualquer coisa que um de nós diga, os outros três entendem logo. Não há nem tempo para pensar em como funcionam as diferenças, entendeu? É muito imediata nossa comunicação: fala, a gente sabe; toca, já entende.

PODER: Na canção “Falso Leblon”, você faz uma descrição interessante da cultura de baladas, ecstasy e maconha. Voltou a se interessar pela boemia jovem?
C: Eu nunca me desinteressei dela. Mas não gosto de drogas. Odeio cocaína. Tudo: odeio a maneira como as pessoas aspiram, odeio o fedor do corpo de quem cheira. Odeio a cultura de economia paralela ilegal que cresceu por causa do consumo da cocaína. Da boemia, me interessam as pessoas.

PODER: Com o aparecimento das drogas sintéticas, o consumo de cocaína teria diminuído. Mas, agora, os números indicam que voltou com tudo. Você sente isso nas suas andanças pela jovem boemia?
C: Eu ouvi falar isso que você está dizendo. E fico triste. Veja a cocaína em forma de crack, por exemplo. O crack é o único negócio que me balança. Seu efeito é muito rápido e destrói muita gente pobre e desavisada. Seu aparecimento abalou minha decisão de princípio, que é ser a favor da legalização das drogas.

PODER: Outro dia, você escreveu no seu blog: “Folha, Veja, Fasano, Daslu, Sala São Paulo, Museu da Língua Portuguesa. Tudo isso faz pensar o quanto Sampa é influente e interessante”. Não é novidade que você tem uma relação conflituosa com a Veja. Mesmo assim acha que a revista faz de São Paulo uma cidade mais interessante?
C: Não há dúvida e isso não depende de concordância. Mas não estava ali fazendo qualquer julgamento moral ou político. Muita gente ficou ofendida por eu incluir não a Veja, mas a Daslu e até o Fasano. Eu acho a Veja mais complicada do que a Daslu. Mas não estava preocupado com isso. É apenas uma lista de coisas que mostram a força da cidade.

PODER: Veja criticou duramente seu novo disco...
C: Eu não li. Até quero ler. Eu leio a Veja às vezes, sabia? Quando viajo de avião eu compro. Porque é uma revista boa, dá pra ler. A gente fica com raiva de umas coisas, ri de outras. Você tem a Veja que fala do nosso disco, Pedro [Sá, guitarrista da banda]?. Me empresta? Eu vi você falar um pouco mas não sei o conteúdo...

PODER: No release do álbum à imprensa, você diz que o disco saúda a era FHC-Lula e a ambição do Brasil de ter uma ascendência no cenário internacional. Ao mesmo tempo, estamos vivendo um período de descrença nos políticos...
C: Uma descrença nos nossos parlamentares, né? Por outro lado, nunca vi político tão bem aprovado e tão bem equilibrado quanto o Lula. FHC, enquanto foi bem avaliado pela população, também era assim. O aspecto ideológico, a ideia de melhorar a sociedade, isso veio com a esquerda – que sempre esteve muito descolada da prática real. O Lula faz bem essa jogada de representar os anseios da esquerda e ser superpragmático. Ele e FHC marcam um nível muito elevado entre governantes.

PODER: No passado, eram da mesma turma.
C: No conjunto, é muito bom que FHC tenha vencido as eleições por causa da criação do Plano Real, e que Lula tenha mantido isso. Acho muito cafona o José Dirceu falar em herança maldita, já que o governo Lula continuou a política econômica que foi instaurada antes. Henrique Meirelles é uma figura mais representativa daquilo que Lula combatia quando estava na oposição do que qualquer outra do governo FHC. O antagonismo PT-PSDB é superficial, eleitoral e fingido de ambas as partes. Tudo bem, política tem esses componentes também, mas não submeto minha observação a essa mascarada

PODER: Esses aspectos são mais importantes do que a discussão da lama no Congresso?
C: O Brasil produziu figuras políticas como Marina Silva e Fernando Gabeira. São figuras que, independentemente do que vem acontecendo no plano mais genérico, têm uma responsabilidade ética, têm ideias às quais devem lealdade. E são acompanhadas, conscientemente, por grandes grupos da sociedade. Isso é uma coisa nova, boa, diferentemente do acompanhamento meramente fisiológico e do acompanhamento ao estilo torcida ideológica, como a esquerda fazia antes.

PODER: Você parece otimista diante do nosso cenário político...
C: Estou dizendo que esses aspectos são melhores do que esses outros, horrendos, de que todo o mundo fala.

PODER: A farra das passagens aéreas no Senado acabou atingindo o próprio Gabeira. Acha que ele se saiu bem fazendo um mea-culpa?
C: Gabeira agiu como sempre age. É até muito notável que ele seja parlamentar há tanto tempo e tão pouco da cultura atrasada politicamente o tenha contaminado. Todos no Brasil sabem quem é o Gabeira. E a Marina Silva também – é um grande quadro. Depois, é importantíssimo que o Lula tenha finalmente convidado o Roberto Mangabeira [Unger] para o governo.

PODER: Você o apoiava antes, não é?
C: Desde os anos 80 que apoio o Mangabeira. A imprensa se recusava a botar minhas declarações. Por mais de dez anos cortaram o nome dele das minhas entrevistas. Você que é da imprensa deve dizer: não é inacreditável?

PODER: Se te dessem poder para mudar a estrutura política do país, você teria hoje alguma ideia aprumada do que fazer?
C: Não, mas o Roberto Mangabeira tem. Não estou dizendo que suas ideias se tornariam benéficas – mas ele tem ideias e elas são interessantes.

PODER: O que você achou da sugestão, um tanto irônica, do senador Cristovão Buarque de fazer um plebiscito para decidir se o Congresso deve ou não continuar existindo?
C: Não sou muito plebiscitarista não. Porque você não pode ficar fazendo plebiscito para tudo, senão vira a ditadura da maioria. Não é assim. Mas eu gosto de Cristovão, acho ele bacana, aquela ênfase na educação... É um velho negócio brasileiro, isso de que a educação vai resolver tudo. É importante mesmo. Se alguém pegar esse assunto com garra e disser que vai botar isso para funcionar, pode representar uma grande mudança para o Brasil. Agora, isso de plebiscito para ver se tem ou não Congresso, não acho interessante. Tem de mudar as regras a partir de como elas são. Congressista não tem de ter muita vantagem, tem de ter é desejo de contribuir. Sua atuação não deveria representar uma subida na escala social e econômica. Não deveria ter esse apelo. Você deveria querer ser deputado para contribuir na organização das coisas.

PODER: O cenário das próximas eleições para presidente apresenta até agora quatro candidatos: Serra, Aécio, Dilma e Ciro. Tem alguma preferência?
C: Não. Já votei no Ciro. Gosto dele desde que foi prefeito de Fortaleza. Mas, quanto mais se aproximou do poder central, mais apareceram nele características que me deixariam preocupado caso ele tivesse poderes mais amplos. Eu o achei um pouco destemperado e um pouco como se estivesse deslumbrado demais consigo mesmo. Sinto dizer isso, porque quero bem a ele demais. Eu o sinto de longe como um amigo. Estou dizendo isso com sinceridade. Agora, de alguma forma, Lula está certo: os candidatos são todos bons, todos de esquerda. Não acho que ser de esquerda é necessariamente bom, não. Mas, no caso dos quatro, são quatro bons candidatos de esquerda.

PODER: Vivemos hoje uma terrível crise financeira mundial e uma das grandes frases do Lula sobre o assunto foi aquela em que, ao lado do primeiro-ministro Gordon Brown, culpou os brancos de olhos azuis. O que achou da declaração?
C: Li um artigo da Maureen Dowd, do New York Times, que achei muito interessante. Até traduzi e botei no meu blog. Apesar de dizer que o Lula estava querendo competir com o papa em falar besteira (o papa tinha dito que a camisinha espalha a Aids), ela termina constatando que a sua fala tinha tocado em um nervo sensível e real. Lula tem isso, né? Ele está sempre correndo o perigo de passar do limite. Tem realmente uma intuição rica e profunda. A história dele, a personalidade, tudo contribui para que ele tenha isso.

PODER: Na semana seguinte Obama o encontra e diz que ele é o cara...
C: This is my man! E depois fala que ele é boa pinta. Não é, né?...

PODER: Qual o sentido de um sujeito como Obama assumir a Presidência dos EUA?
C: Tem um valor simbólico tal como o caso de Lula e, por outro lado, significa de fato a disposição da revolução americana, que é uma revolução em curso. Os EUA são um país revolucionário. E que permanece fiel aos princípios da sua revolução, na medida do possível. A eleição de Obama vai contra tudo o que Bush representou e que estava já demasiado longe dos ideais da revolução.

PODER: Com Obama, os EUA estão tentando se reinventar. O Brasil também tem essa capacidade?
C: O Brasil tem mostrado ao longo do tempo muita incompetência. Mas desenvolveu uma superação disso que aos meus olhos é consideravelmente rápida. Você devia ler – e recomendar a todos que lessem – uma entrevista recente do Mangabeira na Gazeta Mercantil. Ele fala sobre como uma crise pode ser uma oportunidade para o Brasil. Eu, de minha parte, observo que o Brasil partiu de situações bastante desvantajosas e convive com situações especialmente desvantajosas. O próprio fato de falarmos português é uma enorme desvantagem comparativa. No entanto, é também uma bênção. Se não tivessem sido os portugueses os colonizadores do Brasil, não haveria o samba. E eu não posso me imaginar sem o samba. Nem a mim, nem ao Oscar Niemeyer, nem a Marilena Chauí.

* O jornalista e roteirista Giuliano Cedroni é diretor de conteúdo da Prodigo Films. Ele assina o roteiro de Coração Vagabundo, documentário sobre Caetano Veloso com estreia marcada para julho.

quinta-feira, maio 14, 2009

Numa Tarde em Aldeia

photo by Cristina Veras
Cinco da tarde em Aldeia com Sergio Eduardo e Ridoval, a festa foi boa
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60 Anos de Lula Cortes

 
Eu e dois lulas, Lula Cortes e Luigi Lagioia na comemoração dos 60 anos do bom velhinho, Lula Cortes no Burburinho na noite de 09/05/09
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sexta-feira, maio 08, 2009

Som na Rural nesta quinta-feira (14/05)

O_convite_festa

A equipe da TV Viva e o articulador cultural Roger de Renor comemoram a realização da primeira temporada do programa Som na Rural nesta quinta-feira (14/05), a partir das 19h30, na Torre Malakoff, no Bairro do Recife. Na ocasião, o público poderá assistir à transmissão ao vivo do programa,  seguida de festa com os DJs Bob Silva, Uirá e DJ Dolores. Exibido pela TV Brasil todas às quintas-feiras, das 20h00 às 21h00, Som na Rural é o primeiro programa semanal produzido em Pernambuco transmitido em rede nacional.

Ao longo desta temporada, Som na Rural divulgou para todo o Brasil o que há de melhor na atual cena musical de Pernambuco e também caiu na estrada para mostrar artistas e bandas da Paraíba e do Ceará. Vinte e seis atrações foram entrevistadas dentro de uma rural willys e se apresentaram no set principal do programa – sempre montado em ruas, praças e parques do Recife e das outras cidades pelas quais o Som na Rural passou.

Participaram do programa: Mundo Livre S/A, Isaar, Vitor Araújo, Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Devotos, Orquestra Contemporânea de Olinda, Lia de Itamaracá, Academia da Berlinda, DJ Dolores & Aparelhagem, Zé Brown e Confluência, Claudionor Germano e Maestro Ademir Araújo, Spok Frevo Orquestra, Geraldo Maia, Eddie, Mombojó, Lula Cortês e Má Companhia, Siba e a Fuloresta, Maciel Melo, Coco Raízes de Arcoverde, Herbert Lucena, Walmir Silva e Azulão, Escurinho, Chico Correa & Eletronic Band, Cabruêra, Biliu de Campina e Benedito do Rojão, Dr. Raiz e Irmãos Aniceto.

Aniversário de Lula Côrtes

Ola Meu Povo!

Gostaria de convidar a todos os amigos de Lula Côrtes, para a comemoração de

seus 60 anos de rock n´roll, no próximo Sábado, dia 09/06 no Burburinho, a partir das 22h,

juntamenete com a comemoração dos 02 anos dos amigos da Bluestamontes Blues Band, numa jam session com músicos convidados, homenageando este que é um do ícones da música, da arte em geral e além disso, um grande amigo, uma grande figura.

Conto com a presença de todos os chegados e queridos do véio.

Um grande abraço,

domingo, maio 03, 2009

No Burburinho com Carioca na Bateria e Marcão na outra guitarra,
Luigi Lagioia ta no Baixo atras de Marcão














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quarta-feira, abril 22, 2009

missippi

Mississippi

Every step of the way we walk the line
Your days are numbered, so are mine
Time is pilin' up, we struggle and we scrape
We're all boxed in, nowhere to escape

City's just a jungle, more games to play
Trapped in the heart of it, trying to get away
I was raised in the country, I been workin' in the town
I been in trouble ever since I set my suitcase down

Got nothing for you, I had nothing before
Don't even have anything for myself anymore
Sky full of fire, pain pourin' down
Nothing you can sell me, I'll see you around

All my powers of expression and thoughts so sublime
Could never do you justice in reason or rhyme
Only one thing I did wrong
Stayed in Mississippi a day too long

Well, the devil's in the alley, mule's in the stall
Say anything you wanna, I have heard it all
I was thinkin' about the things that Rosie said
I was dreaming I was sleeping in Rosie's bed

Walking through the leaves, falling from the trees
Feeling like a stranger nobody sees
So many things that we never will undo
I know you're sorry, I'm sorry too

Some people will offer you their hand and some won't
Last night I knew you, tonight I don't
I need somethin' strong to distract my mind
I'm gonna look at you 'til my eyes go blind

Well I got here following the southern star
I crossed that river just to be where you are
Only one thing I did wrong
Stayed in Mississippi a day too long

Well my ship's been split to splinters and it's sinking fast
I'm drownin' in the poison, got no future, got no past
But my heart is not weary, it's light and it's free
I've got nothin' but affection for all those who've sailed with me

Everybody movin' if they ain't already there
Everybody got to move somewhere
Stick with me baby, stick with me anyhow
Things should start to get interesting right about now

My clothes are wet, tight on my skin
Not as tight as the corner that I painted myself in
I know that fortune is waitin' to be kind
So give me your hand and say you'll be mine

Well, the emptiness is endless, cold as the clay
You can always come back, but you can't come back all the way
Only one thing I did wrong
Stayed in Mississippi a day too long

terça-feira, março 10, 2009

Someday Baby

I don't care what you do, I don't care what you say
I don't care where you go or how long you stay
Someday baby, you ain't gonna worry po' me any more

Well you take my money and you turn me out
You fill me up with nothin' but self doubt
Someday baby, you ain't gonna worry po' me anymore

When I was young, driving was my crave
You drive me so hard, almost to the grave
Someday baby, you ain't gonna worry po' me anymore

I'm so hard pressed, my mind tied up in knots
I keep recycling the same old thoughts
Someday baby you ain't gonna worry po' me anymore

So many good things in life that I overlooked
I don't know what to do now, you got me so hooked
Someday baby you ain't gonna worry po' me any more

Well, I don't want to brag, but I'm gonna ring your neck
When all else fails I'll make it a matter of self respect
Someday baby, you ain't gonna worry po' me any more

You can take your clothes put 'm in a sack
You goin' down the road, baby and you can't come back
Someday baby you ain't gonna worry po' me any more

I try to be friendly, I try to be kind
Now I'm gonna drive you from your home, just like I was driven from mine
Someday baby you ain't gonna worry po' me any more

Living this way ain't a natural thing to do
Why was I born to love you?
Someday baby, you ain't gonna worry po' me any more.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

enquanto isso no passado

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Mississippi –

Mississippi

Every step of the way we walk the line
Your days are numbered, so are mine
Time is pilin' up, we struggle and we scrape
We're all boxed in, nowhere to escape

City's just a jungle, more games to play
Trapped in the heart of it, trying to get away
I was raised in the country, I been workin' in the town
I been in trouble ever since I set my suitcase down

Got nothing for you, I had nothing before
Don't even have anything for myself anymore
Sky full of fire, pain pourin' down
Nothing you can sell me, I'll see you around

All my powers of expression and thoughts so sublime
Could never do you justice in reason or rhyme
Only one thing I did wrong
Stayed in Mississippi a day too long

Well, the devil's in the alley, mule's in the stall
Say anything you wanna, I have heard it all
I was thinkin' about the things that Rosie said
I was dreaming I was sleeping in Rosie's bed

Walking through the leaves, falling from the trees
Feeling like a stranger nobody sees
So many things that we never will undo
I know you're sorry, I'm sorry too

Some people will offer you their hand and some won't
Last night I knew you, tonight I don't
I need somethin' strong to distract my mind
I'm gonna look at you 'til my eyes go blind

Well I got here following the southern star
I crossed that river just to be where you are
Only one thing I did wrong
Stayed in Mississippi a day too long

Well my ship's been split to splinters and it's sinking fast
I'm drownin' in the poison, got no future, got no past
But my heart is not weary, it's light and it's free
I've got nothin' but affection for all those who've sailed with me

Everybody movin' if they ain't already there
Everybody got to move somewhere
Stick with me baby, stick with me anyhow
Things should start to get interesting right about now

My clothes are wet, tight on my skin
Not as tight as the corner that I painted myself in
I know that fortune is waitin' to be kind
So give me your hand and say you'll be mine

Well, the emptiness is endless, cold as the clay
You can always come back, but you can't come back all the way
Only one thing I did wrong
Stayed in Mississippi a day too long